Compreensão da Alma, Morte e Luto na Psicoterapia Junguiana
- danirodriguespsico
- 6 de mai. de 2024
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Durante o caminhar no processo Terapêutico Junguiano será de extrema importância falarmos sobre a morte como parte da existência humana e tratar dessa temática como um processo individual. Falamos a respeito de uma sociedade que não reflete a respeito da morte, mesmo sendo um assunto inerente a todos. O ser humano segue em busca da tal felicidade e frusta-se quando não há possibilidade dessa existência ser infinita, o limite que a própria vida impõe. Ao decorrer da Terapia Junguiana abordamos junto com o paciente a ambiguidade que o ser humano vive ao longo de sua a existência: de um lado a importância de tornar possíveis os desejos da consciência de viver o aqui e agora e do outro lado de superar o medo da finitude/morrer, compreendendo e assimilando a morte como algo que possa ser transformador e não de forma que fiquem somente as lembranças do que será deixado. Alguns autores da Psicologia Junguiana falam da importância da ideia de se preparar para a morte, você se prepara para o ser que você é de fato, um ser para viver e morrer. Jung cita o quanto é importante um jovem colocar em prática os desejos da sua alma, os desejos de sua existência, porém é primordial que um velho reconheça o caminho já percorrido e entenda que a maturidade lhe trouxe outros aspectos que a juventude muitas vezes não traz e que quanto mais nos aproximamos do envelhecimento as perdas vão acontecer com maior frequência. Durante a abordagem da morte ou do processo de luto no processo terapêutico um dos intuitos é mostrar para o paciente a compreensão que cada um faz a cerca das etapas da vida, ou seja, o sentido que atribuímos a essas fases no desenvolvimento também nos leva a um caminho de construção de nós mesmos, como se o individuo estivesse respondendo a um chamado e tentando compreender a sua existência e buscando um caminho de mais autencidade. Para Psicoterapia Junguiana é de extrema importância não ficar preso ao passado, aprender a desapegar ao longo da existência, ampliar a consciência e desenvolver um novo olhar sobre si mesmo. Esse processo pode ser curativo para o paciente e este talvez possa tentar entender a nossa existência e as perdas que temos ao longo do caminho. Além de provocar o paciente e faz refletir sobre a sua existência a Terapia Junguiana buscar trazer luz e mostrar que o luto faz parte da realidade e precisa ser considerado, como algo que não se deve temer. Temos que tomar cuidado para não desconsiderar a morte. Muitas vezes não se percebe a morte como um processo natural da nossa existência e quando temos que lidar com a morte de alguém próximo tonar-se muito mais difícil e doloroso, como se a vida pregasse uma “peça” ou uma “rasteira” e ficamos totalmente perdidos. Por isso, durante o processo de Psicoterapia Junguiana é muito importante e necessário refletir sobre o sentido da vida e o luto como um processo de individuação e não de finitude ou de encerramento. Temos que nos tornar responsáveis pelo nosso processo de individuação e neste caminho não apagar a morte e sim reconhece-lá, o paciente pode ter uma atitude mais consciente e ter um olhar mais transformador, somos o que somos por que vivenciamos. A capacidade de mudança também será abordada na jornada da Terapia Juguiana e cada um também vai passar pela questão finalista, porém, para que o paciente consiga entender seu sentido na vida e chegar até a morte com o sentimento de dever cumprido é necessário que ao longo do caminho, o paciente tem que estar dispostos a encarar os desafios de cada etapa da vida. E neste caminho o psicólogo Junguiano auxilia o paciente a se questionar e buscar mais consciência sobre a sua existência e que sempre vamos lidar com a dualidade, seja vida e morte, consciente e inconsciente, juventude e velhice.



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